terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Oops...! He did it again!

Nota do blogueiro: este post ficará ainda melhor se lido ao som de "Oops!... I did it again", na vozinha irritante de Britney Spears.

O saudoso cronista Armando Nogueira diria que "ele é daqueles atletas cujo lirismo com a bola desafia a Lei da Gravidade".

Dadá Maravilha, sempre brilhante, diria que "só existem três coisas que param no ar: helicóptero, beija-flor e Dadá". Rei Dadá está quase certo... Só falta ele conhecer Blake Griffin.


Após ser eleito Rookie of the Year (calouro do ano) na temporada passada, o sophomore (ou seja: em seu segundo ano como profissional) dos Los Angeles Clippers já é um dos maiores nomes da NBA. É o grande responsável por recolocar a franquia pobre de LA (não é fácil ter os Lakers como vizinhos...) no mapa da Liga e no radar da torcida. Ele é o cara certo, na hora certa e no lugar certo - afinal, na Cidade dos Anjos não basta jogar bem, tem que dar espetáculo (coisa que os Lakers do técnico Mike Brown estão longe de conseguir atualmente).

Tanto que Griffin já foi incluído por Mike Krzyzewski (o legendário "Coach K") na pré-lista de 20 convocados para a seleção americana que vai tentar defender o ouro olímpico em Londres-2012. Só não será um dos 12 escolhidos se acontecer uma catástrofe...

Ainda que em seu primeiro ato, "The Blake Show" já mostrou pertencer àquela linhagem seleta de lendas da NBA que reinventaram a arte da enterrada. Linhagem inaugurada oficialmente por Julius "Dr. J" Erving nos anos 70 e sustentada por feras como Shawn Kemp, Dominique Wilkins, Michael Jordan, Charles Barkley, Karl Malone e Vince Carter (só para citar alguns). Em resumo: vê-lo jogar é sempre um barato!

Marrento, com cara e jeito de canastrão (confira no YouTube a série de comerciais que ele está fazendo para a Kia Motors... Simplesmente hilário!), Griffin é daqueles que perde o amigo, mas não perde a enterrada. Nunca. Vale lembrar que ano passado ele ganhou o Campeonato de Enterradas do All-Star Weekend ao saltar um carro (da Kia, claro...) e cravar a bola na cesta. Para quem não viu, recomendo...


Mas as melhores enterradas são aquelas em que ele sequer toca o aro. Como? Pois é, não falei que ele reinventa a arte da enterrada... Ano passado foi para cima (literalmente) do pivô Timofey Mozgov (então no New York Knicks). Pobre Mozgov, cujos 15 minutos de fama chegaram de maneira muito pouco honrosa - ainda mais para um pivô...


E ontem a vítima da vez foi o bom ala Kendrick Perkins, do Oklahoma City Thunder (para mim, o melhor time da Conferência Oeste hoje). Mas acho que esta foi ainda mais avassaladora. Se fosse em qualquer país cujo basquete é governado pelas regras da FIBA, isso seria falta de ataque. Sorte que na NBA o sistema é bruto, companheiro...


Oops, he did it again!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Pinceladas (em homenagem ao meu pai)

Olha só, pai, tô tomando emprestado o título do seu blog sobre arte (o grande "Pinceladas Sobre a Pintura Alheia") para mandar as minhas pinceladas de hoje também...

1 - Prince Fielder contratado pelo Detroit Tigers

Grande jogada dos Tigers, na minha opinião.

Baita apelo emocional (o pai dele, Cecil, foi jogador aqui em Detroit - muito legal este vídeozinho no excelente blog da MLB, "The Wall") e uma bela aquisição para o time que chegou à semifinal da MLB na temporada passada (atropelando os meus Yankees, por sinal).

Prince é um dos melhores rebatedores da liga hoje (e ok como primeira-base). Com Cabrera (que vai passar da primeira para a terceira base) no roster, pode-se dizer que os Tigers terão dois dos melhores sluggers da MLB a partir deste ano (Prince, esq., e Cabrera, dir., na foto abaixo).
E se Victor Martinez se mantiver saudável, ainda mais perigoso...


Mais um baita motivo para dirigir duas horas até Detroit e cumprir a missão de vê-los ao vivo no Comerica Park...

2 - Harlem Globetrotters

Pois é, tive a oportunidade revê-los ontem (25/1) aqui em Saginaw - na foto abaixo, os queridos Pedro e Thales Gondim posando com o grandalhão Airport.


Vi os HGT em São Paulo há muito, muito tempo (uns 15 anos, talvez??). E minhas lembranças daquele show de Sampa são muito diferentes do que vi ontem... Lembro de um espetáculo muito mais "adulto" e "basqueteiro", cheio de enterradas acrobáticas e lances reais de jogo. Já o espetáculo de ontem - sem demérito algum, ok? - foi bem infantil. Muita palhaçada (o que é nobre, pois faz a criançada rir) e pouco basquete de verdade.

Mas é claro que valeu a pena.

3 - Comentei no Facebook agora há pouco e reproduzo:

Paixão clubística à parte, muito legal a iniciativa do Rogério (e do São Paulo) com este vídeo. Serão 6 meses sem o Capitão (Mito, 01, etc...) e fica difícil não pensar no risco de ele se aposentar (afinal, a idade tá pesando para ele também - vide o grande Marcão). De volta ao assunto: muito legal a iniciativa do vídeo! Vale a pena ver... Isso é uso esperto da mídia social no esporte.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Hip, Hip, Jorge!

Saber a hora certa de parar é uma virtude que poucos atletas têm.

Afinal, sempre haverá lugar para um jogador de currículo e renome que esteja longe de sua forma ideal, porém disposto a se aventurar por papéis coadjuvantes para fugir da aposentadoria - palavra quase maldita para quem viveu dias de glória no esporte. Aquela classe de atleta que o grande jornalista PC Vasconcelos chamaria de "ex-jogador em atividade"...

E hoje uma lenda se aposentou. Na hora certa - talvez até um pouquinho atrasado, se considerar que a temporada 2011 dele esteve longe do brilhantismo.

Estou falando de Jorge Posada, um catcher com 17 anos de bons serviços prestados aos Yankees. Participou de sete World Series, faturando cinco delas. Uma peça fundamental dentro de um time cheio de estrelas - sem ele, caras como Derek Jetter e Mariano Rivera (para citar só os maiores ídolos do roster atual) não teriam brilhado tanto.

Bonita a cerimônia de despedida organizada pelos Yankees... Ainda mais tocante vê-lo ladeado por esposa e filhos na coletiva, com voz embargada e várias pausas regadas a lágrimas, parafraseando o também legendário Joe DiMaggio: "I'd like to thank the Good Lord for making me a Yankee."



Muito sábio foi camisa 20 (número que merece ser aposentado, aliás...) ao dizer que jamais vestiria outra camisa que não a dos Yankees. Afinal, certamente choveriam propostas de outras franquias para tê-lo como designated hitter (posição em que Posada até tentou jogar em 2011). Mas ele não precisa disso.

Saber a hora de parar é uma arte que poucos atletas dominam.

Para conhecer um pouco mais sobre a grande carreira de Jorge...



Hip, Hip, Jorge! Você merece!